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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Um SPGL ainda mais FORTE!

Em maio de 2019, no cumprimento dos seus Estatutos, o SPGL terá eleições para os corpos gerentes para o quadriénio 2019-2023 e, deste modo, tornamos pública junto dos professores, educadores e investigadores sócios do SPGL a decisão de nos candidatarmos.   

O SPGL é o maior e o mais forte sindicato de professores em Portugal. Com um reconhecido trabalho dedicado e rigoroso, sempre na primeira linha nas lutas da classe, o SPGL conseguiu atravessar os “anos de chumbo” de Lurdes Rodrigues e da “troika”, mantendo um elevado número de sócios, não obstante a redução do número de professores em exercício, e uma situação financeira controlada.

Constituiremos uma equipa que alia a experiência de quem nos últimos mandatos tem dirigido o SPGL com a visão e rejuvenescimento daqueles que iniciam agora a sua caminhada nesta tarefa, simultaneamente aliciante e dura da atividade sindical. Uma equipa de trabalho que será o mais alargada possível - mantendo uma saudável característica de pluralismo na vida do SPGL.

Continuaremos a desenvolver uma das matrizes marcantes e distintivas do SPGL – a ligação real às escolas, consubstanciada, também, no princípio de que os dirigentes devem manter trabalho letivo nos estabelecimentos de ensino a que pertencem, trazendo, desse modo, para a tomada de decisões, a realidade vivida nos locais de trabalho e as reais opiniões dos docentes e investigadores. Uma melhor ligação às escolas exige que continuemos a insistir no alargamento da rede de delegados sindicais, tarefa em que se avançou no mandato que agora termina, mas não o suficiente para que a Assembleia de Delegados Sindicais volte a cumprir o importante papel que os Estatutos lhe atribuem.

Defenderemos sempre a unidade e coesão da FENPROF, sem prejuízo da defesa das posições resultantes dos órgãos de decisão do SPGL. Atitude que manteremos também no interior da CGTP e da Frente Comum de Sindicatos, na defesa dos direitos dos trabalhadores.

Assumimos a atividade sindical com um elevado sentido cívico-político: firmeza na defesa e alargamento dos direitos dos professores e educadores e na construção de uma escola pública que combata as enormes desigualdades sociais do país, que seja inclusiva, que forme cidadãos para uma sociedade democrática, e que seja sólida e atual nas aprendizagens, objetivos que só uma gestão democrática, que urge conquistar, pode atingir. Gestão democrática que exige a defesa da autonomia da Escola perante os poderes centrais e municipais. Nesta aposta numa sociedade mais justa e desenvolvida, apoiaremos inequivocamente a necessidade de pôr fim à precariedade (e à exploração) em que continuam a viver os investigadores científicos e todos os educadores e docentes, independentemente do ciclo de ensino e do vínculo patronal, público ou privado, incluindo a educação inclusiva, o ensino vocacional ou profissional e o ensino artístico especializado.

Informados e atentos ao que se passa à nossa volta, sabemos que a atividade sindical se torna cada vez mais necessária. O neoliberalismo dominante está empenhado em minimizar a importância dos sindicatos e da escola pública, de modo a mais facilmente limitar os direitos de quem trabalha, nomeadamente dos educadores, professores e investigadores. Os ataques aos estatutos de carreira (em todos os níveis de ensino), a sonegação de 9A 4M 2D de tempo de serviço, a dificuldade de acesso às carreiras no ensino superior, a inexistência de um contrato coletivo de trabalho para o EPC, EAE e EP, são, entre outros, claros exemplos de ataque ao Trabalho que atinge também a classe docente.

Sabemos isso, mas sabemos da nossa firme determinação em lhes fazer frente e em os derrotar. Para que a luta pelos direitos de todos os docentes deste país seja mais forte e por um ensino de qualidade que seja ainda mais eficaz, apostaremos decididamente no aumento da sindicalização, sobretudo junto dos que agora chegam à profissão. Para essa luta, precisamos do seu cada vez mais firme apoio. Porque o sindicato somos todos nós.

Subscritores:
José Feliciano Costa, Abel Lourenço, Adélia Pinéu, Adelina Silva, Adérita Mourisco, Albertina Pena, Albertino Ferreira, Albertino Vaz, Alcino Pedrosa, Alexandre Oliveira, Alexandrina Carvalho, Almerinda Bento, Almiro Lopes, Amélia Vitorino, Américo Pereira, Ana Adão, Ana Batalha Domingues, Ana Catarina Gualberto, Ana Cristina Gouveia, Ana Cristina Martins, Ana Cristina Mateus, Ana Cristina Moutinho Valente, Ana Cristina Vitorino, Ana Estela Bernardo, Ana Gaspar, Ana Iglesias, Ana Isabel Guapo, Ana Lavanco, Ana Lúcia Mendes, Ana Luísa Silva, Ana Machado, Ana Mafalda Pernão, Ana Margarida Januário, Ana Maria Pescadarte Borges, Ana Moleiro, Ana Paradinha, Ana Paula Cunha, Ana Paula de Jesus, Ana Paula Melo, Ana Pontes, Ana Reis Ferreira, Ana Rita Ferreira, Ana Rita Lourenço, Ana Rita Costa, Ana Sofia Machado, Ana Zina, Anabela Albino, Anabela Colaço, Anabela Delgado, Anabela Rosmaninho, Anália Borges Gonçalves, André Carmo, Ângela Lisboa, Antónia Carreira, António Anes, António Avelãs, António Baixinho, António Cardoso, António Deodato, António Falé, António Magalhães, António Nabarrete, António Quitério, António Silva, António Vasconcelos, António Verdugo, Armandina Soares, Armando Almas, Arnaldo Sarroeira, Artur Baptista, Augusto Henriques, Augusto Pascoal, Avelino Peralta, Beatriz Rolim Vaudano, Berta Maria Bessone Ferreira Alves, Branca Gaspar, Bráulio Martins, Cândida Pargana, Carmelinda Silva, Carla Beirão, Carla Carvalho, Carla Coelho, Carla Franco, Carla Pintão, Carla Ribeiro, Carla Silva, Carlos Barros, Carlos Costa, Carlos Ferreira Marques, Carlos Leal, Carlos Medeiros, Carlos Silva, Carlos Simões, Catarina Ferreira Faria, Cátia Ferrão, Cecília Terroso, Célia de Jesus, Céu Silva, Cinilda Gentil, Cláudia Marques, Conceição Almeida, Conceição Dulce Olim, Cremilde Canoa, Cristina Coimbra, Cristina Didelet, Cristina Mendonça de Sousa, Cristina Pereira, Delfim Ramos, Deolinda Fernandes, Deolinda Martin, Diamantina Nunes, Dina Bernardino, Dulce Costa, Dulce Dias, Dulce Marçal, Edgar Gonçalves, Eduarda Gordino, Eduardo Alves, Eduardo Costa Pereira, Eduardo Mesquita, Elisa Paulo, Elisabete Manso Luís, Elisabete Silva, Elisabete Zagalo, Elsa Carvalho, Elvira Dias, Ermelinda Rosa, Estrela Matos, Eugénia Tavares, Everilde Pires, Fabíola Cardoso, Fátima Alentejano, Fátima Barata, Fátima Gomes Ferreira, Fátima Santos, Felizarda Barradas, Fernanda Ferrão, Fernanda Matias, Fernanda Moreira, Fernanda Teixeira, Fernando Pimenta, Filipa Carvalho, Filipe Rato, Filomena Ventura, Francisco César, Francisco Henriques, Francisco Janeiro, Francisco Silva, Gláucia Silveira Leal, Gonçalo Bernardino, Graça Dias, Graça Fernandes, Graça Sousa, Gracelinda Feixeira, Gracinda Santos, Helena Amaral, Helena Maria Vicente Mendes, Helena Morais, Hugo Wever, Ida Aleixo, Inácia Santana, Inês de Carvalho, Inez Marques, Isabel Faria, Isabel Ferreira, Isabel Gaspar, Isabel Oliveira, Isabel Reis, Isabel Ventura, João Correia, João Cunha e Serra, João Jaime Pires, João Maurício, João Nuno Campinas, João Olímpio Santos, João Ornelas, João Paulo Raposo, João Pedro Bogalho, João Trigo, Joaquim Pintão, Joaquim Raminhos, Joaquim Sarmento Guerreiro, Joaquim Veiguinha, Jorge Almeida, Jorge Gomes, Jorge Martins, José Carlos Frias, José Casimiro, José Florêncio, José Luís Martins, José Machado, José Mourão, José Pacheco, Leonel Pereira, Leonoreta Leitão, Lidia Gomes, Lígia Esteves, Luís Cravo Silva, Luís Miguel Bexiga, Luís Militão Gomes, Luís Saldanha, Luís Viana, Luísa Maria Luz, Manuel Ávila Martins, Manuel Carvalho da Silva, Manuel José Vasconcelos, Manuel Martins, Manuel Micaelo, Manuel Nunes, Manuel Mendes Nunes, Manuel Pereira dos Santos, Manuela Castro Neves, Manuela Esteves, Marcos Pinheiro Souza, Margarida Calado, Margarida Caldeira, Margarida Côrte-Real, Margarida Lopes, Margarida Tourita, Maria Alexandra Ramos, Maria Artemira Vieira, Maria Beatriz Martinho, Maria Conceição Reboredo, Maria Clara Águas, Maria da Ascensão Martins, Maria da Conceição Borrego, Maria da Conceição Garcia, Maria da Cruz Pintão, Maria da Glória Fonseca, Maria de Fátima Manuel, Maria de Lurdes Ferreira, Maria de Lurdes Paulo Costa, Maria de Lurdes Silva, Maria do Rosário Marto, Maria Elsa Silva, Maria Emília Morim, Maria do Céu Lopes, Maria Fernanda Contreiras, Maria Helena Estanqueiro, Maria Helena Felício, Maria Helena Gomes, Maria Helena Gonçalves, Maria Hermínia Saraiva, Maria Isabel Isidoro, Maria Isabel Menezes Pereira, Maria Isabel Rodrigues, Maria Isabel Ventura, Maria Jesus Reis, Maria João Caracol, Maria João Horta Santos, Maria João Mota, Maria João Raposo, Maria João Serpa do Vale, Maria Jorge Marchantinho, Maria José Carvalho Rocha, Maria José C. M. Santos, Maria José de Oliveira Sousa, Maria José Laranjo, Maria José Martins, Maria José Nascimento, Maria José Nunes, Maria Laura Correia, Maria Leonor Alves, Maria Leonor Marques, Maria Leonor Moreira Fonseca, Maria Luísa Vasconcelos, Maria Lurdes Nunes, Maria Luzia Prates, Maria Manuel Nascimento, Maria Manuela Completo Silva, Maria Manuela Machado, Maria Odete Cruz, Maria Paula Jales, Maria Penas Luís, Mário Berjano, Mário Luís Correia, Mário Sérgio Silva Bonito, Marta Salvado, Natália Bravo, Nazaré Mota, Nicolau Gonçalves Borges, Nuno Andrade, Nuno Miguel Lopes Pereira, Nuno Vasconcelos, Olímpia Miranda Rodrigues, Olinda Machado, Patrícia Carreira, Paula Alexandra Cardoso, Paula Antas, Paula Costa, Paula Cristina Santos, Paula Franco, Paula Raimundo, Paula Rodrigues, Paulo Alexandre Ferreira, Paulo Almeida Falcão, Paulo Franco, Paulo Sucena, Pedro Carromeu, Pedro Faria, Pedro Mota, Pedro Nunes, Penélope Coelho, Purificação Freire de Oliveira, Raquel Carvalho Pires, Ricardo Bolou, Ricardo Furtado, Ricardo Meira, Ricardo Prata, Rita Franco, Rita Gomes, Rolando Silva, Rosa Simões, Rosália Batalha, Rui Capão, Rui Curto, Rui Diogo Oliveira, Rui Fontinha, Rui Paiva, Rui Sampaio, Sandra Antunes, Sandra Barão, Sandra Gonçalves, Sílvia Baptista, Sílvia Folgado, Sílvia Timóteo, Susana Rocha, Teresa Nunes, Teresa Santos, Teresa Sécio, Tiago Dias, Tiago Sousa Derriça, Urquida Jardim, Valdemar Gomes, Vanda Costa, Vanda Silva, Vanessa Fernandes, Vera Maria Morais, Virgínia do Rosário Baptista, Vitor Barros, Vitor Bento, Wiliam Cardoso.

#umspglaindamaisforte
@umspglaindamaisforte



terça-feira, 14 de maio de 2019

UM SPGL AINDA MAIS FORTE

José Costa, Candidato a Presidente do SPGL pela Lista S
No próximo dia 16 de maio, os sócios do SPGL, vão escolher os corpos gerentes que vão dirigir o seu sindicato no quadriénio 2019 – 2021. 

Na campanha que ainda decorre, os candidatos da LISTA S levaram o seu projeto sindical às escolas e falaram com os Professores. 

Divulgaram este projeto coletivo, que integra a esmagadora maioria dos homens e mulheres que têm dirigido este sindicato nos últimos mandatos e ao qual se juntam um conjunto alargado de candidatos que trazem a renovação necessária para fortalecer ainda mais este sindicato. 

Os Professores perceberam que esta é uma lista de unidade, que este é um projeto coletivo que convive bem com novas ideias, com novas abordagens, porque sabemos que isso só nos fortalece. 

Foi fácil andarmos pelas escolas em campanha a falar deste projeto sindical. Os professores conhecem-nos na esmagadora maioria das escolas, vêm ter connosco, porque são dirigentes que vão lá, que dinamizam reuniões sindicais, que os esclarecem e os ajudam, que são o rosto do sindicato nas suas escolas. 

Esta é e sempre será a matriz do SPGL, a forte ligação às escolas, a forma empenhada e propositiva com que está na defesa dos direitos dos professores, mas também na construção de uma sociedade mais justa e mais democrática. 

Caro colega 

Votar na LISTA S é votar num coletivo dedicado e competente, composto por homens e mulheres, professores e professoras competentes e dedicados nas suas escolas enquanto profissionais, mas também enquanto dirigentes e ativistas sindicais, motivados e envolvidos na construção de UM SPGL AINDA MAIS FORTE. 

VOTA LISTA S 

JOSÉ COSTA

segunda-feira, 13 de maio de 2019

SOBRE O NÚMERO DE “ELEITORES” - O GRÁFICO DA LISTA A ENVERGONHA QUALQUER PROFESSOR QUE SE PREZE…PORQUE É MENTIROSO



Numa manobra de assustadora indigência alguém da lista A divulgou nas redes sociais um gráfico sobre a diminuição do número de sócios/eleitores do SPGL entre 2006 e 2019, dissociando os dados utilizados da evolução negativa do número de professores no sistema. A falta de rigor partindo de (supostos) professores é um insulto à classe docente.


*
Qualquer professor decente, se quisesse explicar aos seus alunos a taxa de sindicalização, aos dados do número de sócios do sindicato acrescentaria, de imediato, o número de professores existentes nos períodos em análise. Segundo a PORDATA*, em 2006 havia no ensino não superior 181.433 professores da educação pré-escolar ao secundário. Em 2017 (último ano com dados), o número de docentes, sem ter em conta outros que também tiveram acentuado decréscimo, como por exemplo os do ensino superior caiu para 145 549, por razões que todos bem conhecemos. Só por milagre tal queda do número de professores não se repercutiria no número de sócios dos sindicatos. Aliás, nesta matéria, a situação do SPGL é bem melhor do que os restantes sindicatos de docentes, devido ao bom trabalho desenvolvido pelas direções que exerceram os seus mandatos nos anos referidos. 

Mas um professor que se preze teria também de atender ao modo como é encontrado o número de eleitores. Desde 2006, o SPGL decidiu tornar rigoroso o número de sócios, eliminando dos cadernos todos os professores que tenham perdido a condição de sócio por falta de pagamento, ou outros. É fácil aumentar o número de sócios se não houver limpeza de ficheiros. Também aí o SPGL é quase uma exceção. 

Mas o mais aberrante é que a Lista A tenha entre os seus apoiantes o ainda presidente do SPGL que, ainda há poucos meses, apresentou ao Conselho Geral do SPGL um relatório e contas confirmando o aumento do número de sócios do SPGL em situação regular… 

Um pouco de honestidade não lhes ficaria mal!

Manuel Micaelo


domingo, 12 de maio de 2019

SPGL: UM SINDICATO PRESENTE COM APOSTA NO FUTURO

António Avelãs, Presidente do SPGL entre 2006 e 2015
Sócio n.º 920
Fui presidente do SPGL entre 2006 e 2015. Na atual direção exerço as funções de coordenador do setor de informação. Desde a fundação do SPGL fui delegado sindical nas escolas onde fui colocado e, mais tarde, membro da direção com António Teodoro e vice-presidente com Paulo Sucena. Orgulho-me, pois, de ter contribuído, com um larguíssimo número de professores de diversas tendências políticas e sindicais, para construir o que é hoje o SPGL 

Construímos um SPGL que faz da sua efetiva ligação às escolas e aos professores a razão da sua força. Ligação efetiva porque sustentada no facto de os seus dirigentes -todos- se manterem com funções letivas nas escolas a que pertencem, situação única no universo dos sindicatos de docentes. Os professores conhecem-nos! 

Construímos um SPGL que inspira confiança aos seus sócios pela elevada qualificação dos serviços de apoio aos sócios e contencioso. 

Construímos um SPGL que proporciona aos sócios e aos professores informação objetiva, em tempo útil. 

Construímos um SPGL capaz de mobilizar massivamente os professores para as lutas em defesa da profissão docente, da qualidade da escola pública e pela construção de uma sociedade mais justa, mais igual, mais solidária. 

Construímos um SPGL capaz de defender os direitos dos docentes das escolas particulares e cooperativas, tornando-se de facto o sindicato “de referência” neste setor - com real implantação entre estes docentes. 

Construímos um SPGL capaz de intervir eficazmente na discussão das matérias pedagógicas necessárias a um ensino de qualidade para todos; um SPGL que aposta na escola pública, divulgando através dos seus meios de informação o que de muito bom se faz nas nossas escolas com a dedicação e profissionalismo de professores e educadores. 

Construímos um SPGL aberto à cultura, com a excelente oferta no campo das artes proporcionado pelo Espaço António Borges Coelho (ESPAÇO ABC) 

Construímos um SPGL que proporciona aos sócios aposentados atividades dinâmicas, ricas e integradores que lhes permitem um envelhecimento ativo. 

Construímos um SPGL aberto à sociedade, apoiando grupos e movimentos de índole diversa orientados pelo combate às injustiças sociais, particularmente a precariedade laboral, pelo combate à degradação climática, pelo apoio a refugiados e migrantes, etc. 

Construímos um SPGL socialmente respeitado. 

Construímos um SPGL profundamente democrático no seu funcionamento. 

É este SPGL que a LISTA S quer continuar, aperfeiçoar e melhorar. 

Por isso, voto convictamente na LISTA S: por Um SPGL AINDA MAIS FORTE 

António Avelãs, sócio 920.

#UMSPGLAINDAMAISFORTE
@UMSPGLAINDAMAISFORTE

sexta-feira, 10 de maio de 2019

O MEU APOIO À LISTA S - Paulo Sucena

Paulo Sucena

Aos camaradas da Lista S transmito o meu total apoio. Lista S de sindicato. De SPGL. De sindicalismo determinado e firme. É um apoio nascido da solidariedade que aqui manifesto a uma equipa, a que me honro pertencer, cujos membros foram decisivos para que o SPGL prosseguisse um caminho de engrandecimento do sindicalismo de que é um inquestionável pilar, com características únicas em muitos aspetos.

E não quero acrescentar mais nada, porque a forma superior como cada um de vós, em diferentes circunstâncias, contribuiu para o desenvolvimento de um sindicalismo democraticamente combativo e consequente dispensa a retórica de frases feitas que, de tão repetidas por toda a gente, foram perdendo sentido ao longo do tempo.

Voto Lista S com a satisfação de quem sabe que não está a votar numa equipa movida por ocultas ambições pessoais, mas sim em futuros dirigentes capazes de sagazmente lutarem por um ensino de qualidade, ministrado, numa escola que queremos democrática, por educadores e professores cujos direitos e cuja revalorização profissional e prestígio social serão objetivos sacramentais da ação da Lista S quando os seus elementos forem eleitos para os Corpos Gerentes do nosso Sindicato.

Respeito todos os candidatos, mas para mim votar Lista S é votar no SPGL a que dediquei muitos anos de trabalho.

VOTE LISTA S

Paulo Sucena

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Sindicalismo nem partidário nem populista

Francisco Martins da Silva
Os partidos políticos são essenciais em democracia. São a matriz dos governos democráticos. Induzir a contínua adequação dessa matriz aos interesses dos trabalhadores é a missão dos sindicatos. Só os sindicatos conseguem obter dos governos melhorias das condições de vida das classes trabalhadoras porque são as únicas organizações que fazem a mediação governo-trabalhador, sem a qual a conquista de direitos é inviável. Nenhum governo o faz espontaneamente. Espontaneamente, os governos apenas cortam salários e retiram direitos. 

Para que a mediação governo-trabalhador tenha a plena confiança das classes trabalhadoras e seja eficaz, a actividade sindical tem de ser apartidária. 

Um sindicato não tem como missão fazer oposição a este ou àquele governo, aliando-se a partidos políticos. A missão sindical é tão só contrariar políticas que sejam lesivas dos interesses do respectivo sector profissional, venham de que governo vierem. 

O sindicalismo tutelado por partidos sempre foi uma péssima ideia. Hoje, tal sindicalismo está fora de tempo. Os sindicatos, sobretudo na Europa, estão em queda no que respeita à sua representatividade, muito por causa da percepção da sua filiação partidária. Em Portugal, a percentagem de sindicalizados caiu de cerca de 60% em 1979 para menos de 10% em 2019. 

Por causa da corrupção, há nas sociedades actuais uma pulsão anti-sistema que faz dos termos “política” e “políticos” autênticos palavrões obscenos. Neste contexto, os sindicatos — e as suas federações — só têm vantagem em afastarem-se dos partidos. E esse será o primeiro passo para reverter a queda da sindicalização — a par de maior atenção aos trabalhadores precários, de melhor oferta de serviços complementares no âmbito da protecção na saúde, no desemprego ou na velhice, e da coordenação com as comissões de trabalhadores. 

Por outro lado, um sindicalismo situacional, populista, que baseie os processos de reivindicação laboral na desconfiança relativamente à democracia e aos modelos sindicais institucionalizados — como é o traço identitário dos novos sindicatos anti-sistema —, afasta-se dos princípios da solidariedade laboral, que sempre conferiram unidade às lutas das diferentes profissões e que dão sentido ao movimento sindical. Este sindicalismo exclusivo tende a colocar os processos reivindicativos fora da regulação democrática dos conflitos laborais e, acima de tudo, opõe os sectores profissionais que representa à restante sociedade, negando assim a sua utilidade na prossecução do bem comum. A menos que os sindicatos tradicionais, apartidários, recuperem o espaço perdido, este sindicalismo populista, de aparente eficácia no imediato, prejudicará mortalmente o movimento sindical no futuro. 

Por UM SPGL AINDA MAIS FORTE! 
Francisco Martins da Silva

O autor escreve de acordo com a anterior grafia

sábado, 4 de maio de 2019

Isto dos professores já chateia

Maria Eduarda Gordino
Professora do 1.º Ciclo do Ensino Básico

-Isto dos professores já chateia! Querem tudo e mais alguma coisa! – Em voz bem alta a senhora olhou em redor certificando-se que todos no café a tinham ouvido. 

Ao balcão o homem de bigode sorriu e concordou com ar de enfado. No canto escuro um jovem soltou um “ya” sem tirar os olhos do telemóvel. 

Eu bebi os dois últimos goles do café queimado, pousei a chávena e senti-me muito sozinha. Estava só a professora num café cheio de gente. 

Percebi que têm de ser os professores a unir-se nas suas causas, nas suas lutas pois nem sempre quem está fora percebe o que a escola pública perdeu. É necessário que os professores deste país formem coletivos de luta pelos direitos de toda uma classe que já há muito tempo tem vindo a perder a motivação pela ação medidas que têm atacado diretamente a Educação no nosso país e, consequentemente, a vida dos professores. Os sindicatos são um coletivo de força, de apoio e de luta unida e são a resposta para a mudança e transformação da educação em Portugal. 

Apoiando a LISTA S sei com o que posso contar pois dela fazem parte profissionais e colegas que em muitos momentos cruciais mostraram que baixar os braços não é prática. 

Encontro na LISTA S colegas que muito se têm debatido pela contagem do tempo de serviço (9A 4M 2D), que lutam por uma gestão democrática nas escolas, que fazem frente à Municipalização, que lutaram pela vinculação dos colegas contratados, que lutam por horários dignos nas escolas, e tantas, tantas outras lutas de extrema importância e que veiculam a ideologia democrática e de justiça nas escolas. Sei que estão ao serviço dos professores. Dos colegas. 

A LISTA S encontra em mim um voto. O voto de quem tem ainda muito que trabalhar e lutar por melhores condições. Lutar sempre em coletivo pois lá diz a canção que “o povo é quem mais ordena.” Sendo assim, voto S. 

Volto ao balcão para pagar o café e estendo uma nota pequena. 

-Tenho de lhe dar troco, não é? Deixe-me cá ver quanto…”- disse baixinho a senhora do café. 

-Sim. São 9 anos, 4 meses e 2 dias. Bom dia. 

Recebi o troco, sorri e saí.

Maria Eduarda Gordino


sábado, 27 de abril de 2019

Junta-te a nós...


Caros colegas e amigos sócios do SPGL

Vitor Bento, Professor,
Dirigente Sindical do SPGL
Sindicalizei-me, tal como muitos de vós, ainda no século passado. Antes era sócio de outro sindicato mas, por constatar que o SPGL era o único sindicato que realmente tinha e apresentava trabalho real nas escolas e que pugnava com firmeza pelos direitos dos professores e educadores, deixei o outro sindicato e sindicalizei-me no SPGL.

Ainda no século passado, na Escola Secundária do Cartaxo, e no decorrer de uma reunião sindical fui convidado, pelo colega Dirigente António Silva, e eleito pelos colegas da Escola para Delegado Sindical.

Já neste século, no ano de 2002, fui convidado (mais uma vez pelo António Silva) para integrar as listas. Ganhámos as eleições, fomos eleitos e desde então que sou Dirigente do SPGL.

Sinto que o SPGL tem estado, está e estará na vanguarda da luta; sei que o caminho se faz caminhando e que o caminho é a luta. Sei que o nosso caminho não é nem tem sido feito de facilidades, sei que apesar de todos os obstáculos, abusos, atropelos e constrangimentos o SPGL luta na procura da conquista e retoma de direitos e pela dignidade da profissão e do exercício da atividade docente.

Junta-te a nós, caminha e luta connosco e teremos um SPGL ainda mais FORTE.

Eu, faço parte e apoio a lista “Um SPGL ainda mais FORTE”.

Durante mais de duas décadas fui professor na Escola Secundária do Cartaxo, foi lá que nasci para a atividade sindical, e aí, mais do que em qualquer outra escola, que todos sabem e conhecem o meu empenho e a minha dedicação à causa dos Professores e Educadores e à causa sindical, tanto na mobilização como na ajuda e esclarecimento dos colegas, ao ponto de esporadicamente ter “ouvido” que abusava das intervenções em “fóruns” menos apropriados (Reuniões de Departamento, Grupo/Área Disciplinar, Diretores de Turma/Curso); talvez que algumas das observações fossem pertinentes.
Pontualmente, tive algumas “pegas” com Presidentes do Conselho Diretivo/Diretores, sempre de forma institucional, na qualidade de Delegado ou Dirigente Sindical e na defesa dos colegas, é assim a vida de um Delegado e de um Dirigente; tanto mais quando nos deparamos com colegas que no exercício de determinado cargo se arrogam com a prorrogativa de poder “fazer” leis.
Nos últimos anos, e por ter sido sucessivamente eleito, tenho sido Dirigente na Direção Regional de Santarém e assegurado o cargo de Tesoureiro desta Direção Regional. Para o presente ato eleitoral e em virtude de várias vicissitudes e alguns constrangimentos fui indicado e convidado para a Coordenação da Direção Regional e, por isso, apelo a todos os sócios do SPGL, o apoio, a subscrição e o voto na nossa lista “Um SPGL ainda mais FORTE”.

Hoje, já não estou na Escola Secundária do Cartaxo, sou professor no Agrupamento de Escolas de Almeirim (na Escola Secundária Marquesa de Alorna) – procurei apenas ficar mais perto da minha residência. É neste novo ambiente (neste novo contexto) que hei-de continuar o caminho e que hei-de continuar a lutar pelos direitos e pela dignidade dos professores.

Pelo direito e pela dignidade de:
- uma aposentação justa
- da legalidade dos horários de trabalho
- da destrinça entre componente letiva e componente não letiva
- da contagem integral do tempo de serviço
- de uma gestão democrática nas escolas

Junta-te a nós, apoia, subscreve e vota
Lista S

“UM SPGL ainda mais FORTE”

Vítor Bento

#UMSPGLAINDAMAISFORTE
@UMSPGLAINDAMAISFORTE

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Lista S - um SPGL ainda mais FORTE



Para as eleições do próximo 16 de maio constituímos uma equipa que alia a experiência de quem nos últimos mandatos tem dirigido o SPGL com a visão e juventude daqueles que iniciam agora a sua caminhada como dirigentes sindicais. Construímos uma equipa coesa, profundamente ligada aos professores, educadores e investigadores, do setor público e do privado e cooperativo, do superior e do não superior, do especial, do pré-escolar e de todos os níveis da escolaridade, no ativo e aposentados. 

Os professores, os educadores e os investigadores conhecem-nos. Corporizamos uma das matrizes marcantes e distintivas do SPGL – a ligação real às escolas e aos docentes consubstanciada em numerosas reuniões sindicais, em plenários, em manifestações, mas também no princípio de que os dirigentes devem manter trabalho letivo nos estabelecimentos de ensino a que pertencem, trazendo desse modo para a tomada de decisões as reais opiniões dos docentes e investigadores. 

O SPGL continua a ser o maior e mais forte sindicato de professores em Portugal e podemos afirmar que para isso têm contribuído o trabalho, a dedicação e a competência dos dirigentes, dos delegados sindicais e dos ativistas que constituem esta LISTA S. Mas queremos torná-lo ainda maior, ainda mais forte. 

Mantemos-nos fiéis ao princípio fundador do SPGL: tudo o que diz respeito à escola e à educação diz respeito ao sindicato. Por isso, defendemos com firmeza os direitos dos docentes e investigadores, mas intervimos também na construção de uma escola de qualidade, onde o valor e o rigor das aprendizagens se conjuguem com a formação de cidadãos para uma sociedade inclusiva, democrática, orientada por critérios de justiça e igualdade. 

A construção de sociedades democráticas, orientadas por princípios de justiça e igualdade sociais precisa de sindicatos fortes e respeitados. Está nas suas mãos contribuir para que o SPGL seja ainda mais forte para continuar a contribuir para o futuro da Educação, para a valorização da profissão docente e desenvolvimento da investigação científica.


#UMSPGLAINDAMAISFORTE
@UMSPGLAINDAMAISFORTE

Desta vez seremos Lista S - eleições a 16 de maio


Informações importantes:

1. Está a chegar à caixa do correio um envelope grande do SPGL com um conjunto de documentos para a votação para a eleição dos corpos gerentes do sindicato. 

2. Embora as eleições apenas decorram no dia 16 de maio e a informação mais pormenorizada das listas candidatas ainda não tenha chegado, por receio dos atrasos nos correios particularmente para quem vota por correspondência pois há que contar com o tempo para a devolução dos votos em tempo útil, a expedição foi feita com alguma antecedência. Desta vez porém parece que os correios foram céleres.

3. A votação direta em mesa de voto decorre no dia 16 de maio. Entretanto, e independentemente de haver mesa de voto a funcionar nas escolas, qualquer sócio pode votar por correspondência utilizando os boletins de voto que receberam e enviando obrigatoriamente a Credencial que também foi enviada, de acordo com as instruções enviadas.

4. Há 3 listas candidatas. Integramos a lista identificada como LISTA S. 

5. No próximo jornal Escola Informação que deve chegar a casa na próxima semana, divulgam-se as escolas onde vão funcionar mesas de voto no dia 16 de maio.

#UMSPGLAINDAMAISFORTE
@UMSPGLAINDAMAISFORTE


quinta-feira, 11 de abril de 2019

Música porque sim

Ana Mafalda Pernão, Professora, na
 Escola Artística de Música do Conservatório Nacional, Lisboa
A música é algo que todos nós, mais do que simplesmente ouvir, sentimos. Dizemos “gosto desta cantora” ou simplesmente “esta música dá-me vontade de dançar” ou ainda recordamos factos passados porque “esta música passou no nosso casamento”. Ela é talvez, sem grande margem de erro, a arte mais presente no nosso dia-a-dia, e aquela que mais facilmente todos nós podemos praticar. 

Apesar disso, a música ainda afasta da sua prática grande número de pessoas no nosso país, as quais consideram que não “sabem nem percebem” nada de música. Embora a música esteja tão próxima de nós, muitos pensam que os conhecimentos que têm não são suficientes para se abalançarem a fazer música eles próprios. 

Só com uma prática musical desde o pré-escolar podemos encorajar cada uma das nossas crianças a tomar a música como meio de expressão para a sua vida, conhecendo a sua linguagem de forma a apreciar e fazer música retirando toda a satisfação que ela proporciona. 

A prática musical é mais uma competência para enfrentar o novo mundo global, para além de complementar a estruturação de cada um de nós. Com ela ajudamos a construir o capital cultural que cada um utilizará na sua vida. 

A música tornar-se-á um saber incorporado, constituindo mais uma ferramenta que pode desenvolver para o futuro. E se for sua vontade, a porta do ensino especializado artístico será aberta para um estudo mais aprofundado, para um novo caminho a percorrer, no sentido de uma formação como músico profissional. 

É preciso defender que a prática da música se torne efetiva e de qualidade no ensino obrigatório desde o seu início, com uma verdadeira expressão no currículo, e lecionada por docentes específicos. 

É preciso criar a ligação entre o ensino genérico e especializado da música, dando maior coerência às ofertas hoje existentes, de forma a aproveitar e apoiar as iniciativas de valor comprovado que possam ser integradas no sistema. 

É preciso valorizar o saber dos docentes de música e promover a sua participação na construção dos cidadãos do futuro. 

Ana Mafalda Pernão

#UMSPGLAINDAMAISFORTE
@UMSPGLAINDAMAISFORTE

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Apresentação da Lista

Hugo Weber, professor
Dirigente sindical do SPGL
Somos continuadores da atual direção. Somos renovadores da atual direção. Estamos reforçados, ativos e vigilantes; prontos para a negociação e para o combate; para a aproximação aos professores e aos sócios – seguindo a linha que se tem tomado. Ouvimos de perto para melhor representar. Estamos nas escolas, estamos nas redes sociais. Estamos recetivos e buscamos a participação de todos, a participação de quem dá sentido a qualquer sindicato, de quem participa no seu sindicato, de quem legitima o seu sindicato. 

Provámos estar dispostos a trabalhar, prontos a ajudar. 

Representamos professores, educadores, investigadores e técnicos de todos os graus de ensino. Estamos nas escolas e no ativo em vários níveis e modalidades de ensino, em várias funções. Somos experientes, jovens e menos jovens, com várias convicções e sensibilidades político partidárias – mas estamos juntos e procurámos abarcar quem quisesse vir: Por uma convicção. Estes equilíbrios procuram ser o reflexo daqueles que representamos. Estamos cada vez mais dispostos a ser um Grande Sindicato de Professores. 
Reforçaremos a Voz e o Braço. Convosco. Participativos.
Seremos “Um SPGL Ainda Mais Forte”. 

A Direção connosco voltará a ser mais que a soma das partes. A Direção connosco voltará a ser muito mais que o braço no ar constante ou as palavras de ordem agressivas. Trabalhamos também na retaguarda com cada um e com todos, na necessidade, na injustiça,… Movemos o que for preciso em Unidade - na busca de soluções. 

Esta lista tem experiência, capacidade e qualidade para agir com responsabilidade nos momentos certos e nos locais apropriados, seja no âmbito das organizações que integra e onde participa, seja nas competências que lhe cabem na região geográfica da Grande Lisboa. Esta lista tem o conhecimento no terreno que lhe permite estar implantada nas escolas... Seguindo uma agenda própria, independente de interesses externos aos nossos, representamos os Professores. 

Reforço da Ação Sindical 
Defendemos um Sindicalismo do Séc. XXI: Um Sindicalismo de Base olhos-nos-olhos, escola a escola; um Sindicalismo de Massas em Unidade; um Sindicalismo de proximidade feito de contactos um-para-um; um Sindicalismo de rede dotado da força dinamizadora e dinâmica, de todos-para-todos. Defendemos as consultas aos professores: em reuniões, em contactos individuais, em questionários em papel ou online. Somos também pelo reforço da presença sindical através da via jurídica, pela procura de conexões internacionais de reforço mútuo, pela Solidariedade -vista de forma abrangente. Continuaremos a reforçar a presença descentralizada nas nossas delegações. Preconizamos um “SPGL Ainda Mais Forte” também na sua Ação Sindical. Princípios e Esfera de Ação Temos como bandeiras: Escola Pública para todos, Liberdade, Democracia e Equidade. Enquanto professores, assumimos a responsabilidade de educar e formar as novas gerações; temos em mãos o que mais importante há na sociedade: as crianças; mas também os jovens e adultos, a terceira idade. Estamos com todos ao longo da vida e tendencialmente cada vez mais. Dos trabalhadores com tarefas mais específicas aos líderes intermédios e de topo. 

O Sindicalismo que defendemos será cada vez mais abrangente ultrapassando necessariamente questões apenas socioprofissionais para abarcar a Educação como um todo: a nível sistémico – organizacional, pedagógico. Educação e Professores são indivisíveis. Educação, Professores e os seus representantes são unos. Continuaremos a ser... 

Um SPGL cada vez mais Forte;
 “Um SPGL ainda mais Forte”.

Hugo Weber


#UMSPGLAINDAMAISFORTE
@UMSPGLAINDAMAISFORTE

terça-feira, 9 de abril de 2019

Professores de SANTARÉM por “Um SPGL ainda mais forte”

Queremos um movimento sindical forte para reconquistar a dignidade da profissão, o tempo de serviço que nos foi negado, valorizar a Escola Pública e criar condições de trabalho para um ensino de qualidade 

Luísa Teixeira Barbosa, Professora na
EB Alexandre Herculano, Santarém
Santarém orgulha-se de ter sido a cidade de onde partiu a coluna militar liderada por Salgueiro Maia, um capitão de grande coração, de princípios e coragem inabaláveis, que deu voz de prisão à ditadura que durara 48 anos. 

Considero-me uma cidadã e professora empenhada na sua carreira, no sucesso escolar dos seus alunos, no diálogo constante e colaborativo com os encarregados de educação, e também empenhada num forte movimento sindical, imprescindível à democracia e à manutenção dos direitos que valorizem a Escola Pública e a Dignidade docente 

O Direito à educação e à cultura foi um dos direitos aprovados pelas democracias europeias, após a segunda Grande guerra. Num país obscuro e frágil, onde a ditadura sonegava os direitos do homem, com um atraso cultural abismal, antes do 25 de Abril, foi em 1974 que estes direitos se inscreveram sem qualquer dúvida ou hesitação na Constituição de 1976. E, nos primeiros quarenta anos viu esses números e/ou estatísticas melhorar porque, o esforço da democracia se virou para melhorar as condições de vida dos atores da educação ( com melhores condições de trabalho, melhores escolas e equipamentos escolares, com melhores salários, mais auxiliares educação, melhor formação, uma Lei de Bases do Ensino invejável por todos os governos da Europa… 

Decorridos já 45 anos de democracia, tal já não se pode considerar verdade absoluta! 

E desengane-se quem pense que a democracia e a liberdade são bens estáveis e imutáveis. 

Os professores depararam-se nos últimos anos com uma degradação da sua carreira, com reformas irreais e irrefletidas que se espelhou no desgaste e deterioração das condições de trabalho, diminuição do sucesso escolar e degradação das relações na escola, que só se poderá explicar pelos ataques constantes à função pública e principalmente aos 4 pilares da democracia nos quais se integra a Educação. Tais ataques pretendem fragilizar um corpo docente competente e responsável pelas capacidades que os jovens de hoje vão espalhando, nas empresas e noutras instituições, por todo o mundo. Tal deterioração não se poderá explicar se não unicamente explicar pelos valores materialistas e economicistas, pelos quais se regeram e regem ainda alguns líderes da Europa os quais fomentam crises ficcionadas e notícias falsas que afetam a vida da Escola negativamente. 

O movimento sindical precisa de todos nós, precisa de quem resista e acredite que trabalhando será possível…pois queremos reconquistar a dignidade da profissão, o tempo de serviço que nos foi negado, valorizar a Escola Pública e criar condições de trabalho para um ensino de qualidade. 

Em Santarém queremos um SPGL ainda mais forte… 

Luísa Teixeira Barbosa 

Sócia SPGL 44477, sindicalizada desde 1982/83 

Professora do Ensino Básico, 2º ciclo, na Escola Básica Alexandre Herculano, em Santarém

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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Roubo público

Pergunta absurda: pode, em democracia, um roubo ser feito pelo governo a milhares de pessoas, perante toda a sociedade? 

Infelizmente, pode. 

Pode, se o governo o fizer através da mentira caluniosa e da desinformação. 

Pode, se a sociedade suspender a incredulidade e aderir à ficção governativa. 

Pode, se o governo tiver a percepção de que tal roubo é premiado eleitoralmente. 

Desde o trágico ministério de Lurdes Rodrigues, quando se fomentou e vulgarizou o mais vil desrespeito pelos professores, a luta da classe docente em matéria de direitos laborais tem tido sempre a oposição e o desprezo da sociedade. Este governo, mais uma vez, apenas se aproveita dessa ingratidão odiosa e hipócrita. 

As condições do actual roubo de 6,5 anos de serviço cumprido foram criadas nos anos de burla dos governos Sócrates e prosseguidas nos anos de chumbo da jihad troikista da legislatura PSD/CDS: 

— 854 dias de congelamento, entre 30 de Agosto de 2005 e 31 de Dezembro de 2007, mais 2557 dias de congelamento, entre 1 de Janeiro de 2011 e 31 de Dezembro de 2017, somando um total de 9 anos, 4 meses e 2 dias a marcar passo. 

Em Novembro de 2017, após uma expressiva manifestação em frente da Assembleia da República e cerca de 10 horas de negociação, os sindicatos e o governo assinaram uma declaração de compromisso pela contagem integral do tempo de serviço congelado, ficando por definir o faseamento dessa contagem; tal compromisso foi reiterado na lei do Orçamento de Estado para 2018 e numa resolução da Assembleia da República de Janeiro de 2018, aprovada por todos os grupos parlamentares, incluindo o do PS. Seria natural que o compromisso legislado fosse cumprido, definindo-se a sua calendarização. Mas eis que o executivo resolve revisitar os métodos falaciosos e usar da mesma má-fé e falta de ética dos anteriores governos PS, desrespeitando os professores em sucessivas reuniões inúteis, num simulacro negocial, vitimizando-se sempre com a “intransigência” dos sindicatos, até acabar por romper qualquer possibilidade de negociação com a criação de um diploma que previa a recuperação de apena 2 anos, 9 meses e 18 dias (após mudança de escalão, o que geraria inúmeras ultrapassagens), e intoxicando os media com o soundbite de que este generoso “bónus” era recusado pelos professores. Após o veto deste diploma pelo Presidente da República (que, lamentavelmente, não recomendou a correção das inconstitucionalidades das ultrapassagens e do tratamento discriminatório em relação aos professores dos Açores e da Madeira), o governo fingiu nova negociação com os sindicatos e repetiu o diploma vetado, agora sob a forma de Decreto-Lei nº 36/2019, alardeando novamente a sua incompreendida generosidade, sendo secundado nos dias a seguir pelos costumeiros comentadores e articulistas. 

Recentemente, à falácia do “bónus”, o primeiro-ministro veio juntar a mistificação da “contagem integral” desse tempo de serviço, que pode agora ser feita de uma só vez ou faseadamente, a pedido de cada docente… Primeiro, a uma pequena parte do que nos é devido, Costa chama “bónus”, depois, a esse “bónus”, o primeiro-ministro associa, precisamente, a expressão “contagem integral”. Ou seja, no imaginário colectivo há agora duas noções a pairar — “bónus” e “contagem integral” —, ficando a opinião pública com a ideia mirabolante de que os professores podem optar por ter o “bónus da contagem integral” do tempo de serviço de uma só vez ou faseadamente! Ora, o cidadão comum pergunta, perplexo, de que se queixam, afinal, os professores. 

E é assim que é possível este roubo descarado de 6,5 anos de serviço cumprido pelos docentes do continente, cuja contagem integral já estava prevista no Orçamento de 2018 e volta a estar no de 2019. 

Mas não desistiremos! Não baixaremos os braços nunca, pois a nossa função maior é dar o bom exemplo. Temos sempre o dever de demonstrar que não se desiste na defesa do trabalho com direitos e de uma sociedade ética e justa. 



POR UM SPGL SEMPRE MAIS FORTE! 

Francisco Martins da Silva

sexta-feira, 5 de abril de 2019

As Mulheres e a Igualdade de Género nas Escolas


Virgínia Baptista.
Professora
na Escola Artística António Arroio
Este texto evoca o mês de março. O mês do Dia Internacional da Mulher. O mês que se designou para relembrar a luta e a prática pela igualdade entre mulheres e homens. O mês em que se relembra as feministas, desde os primórdios aos atuais feminismos, que envolvem as mulheres e os homens. 


Pela análise do DGEEC, 2018, as mulheres constituem 78,0% dos docentes, assim distribuídas por níveis de ensino: educação pré-escolar: 99,1%; 1.º ciclo: 86,9%; 2.º ciclo: 72,2%; 3.º ciclo e secundário: 71,8%. 



Contudo, apesar das mulheres estarem em maioria na profissão, verifica-se que o mesmo não acontece nos cargos de gestão das escolas e os próprios documentos oficiais mantêm uma linguagem masculina. É a esta maioria de profissionais, e aos seus colegas professores, que o Ministério da Educação vedou a progressão nas carreiras pelo congelamento dos 9 Anos, 4 Meses e 2 Dias de serviço efetivo realizado. 



Relembremos que tem sido árdua, de resistência, mas de muita persistência a luta das mulheres, neste caso na Europa ocidental. Uma das precursoras, Mary Wollstonecraft, em 1792, no livro “Uma Vindicação dos Direitos das Mulheres”, inspirada nos Direitos do Homem, em França, reivindicou um papel social para as mulheres do seu tempo, nomeadamente o acesso à educação. Em 1929, Virgínia Woolf em “Um quarto que seja seu”, ensaio baseado em palestras, defendeu a importância de um local privado para as mulheres escritoras, nesta mesma sociedade patriarcal. Duas décadas mais tarde, em 1949, Simone de Beauvoir em “O Segundo Sexo” analisou a opressão vivida pelas mulheres, num tempo saído da 2.ª Guerra Mundial, em que estas já tinham habituado esta mesma sociedade patriarcal à sua integração no mercado de trabalho. Porém, na análise histórica o mundo era visto no masculino; a mulher era “o outro”, o ser identitário que se pretendia neutro. 


É nesta continuidade de reivindicações que defendemos a igualdade entre professores e professoras, entre todos os profissionais do ensino, quer a nível dos cargos de gestão nas escolas, quer nas direções sindicais. 


Nas Escolas, como nas ruas, só a Igualdade de Género tem sentido. Daí a razão da defesa Para um SPGL mais forte. 



Virgínia Baptista.

#UMSPGLAINDAMAISFORTE
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terça-feira, 2 de abril de 2019

Os Professores do continente entre 2005 e 2017 só trabalharam pouco mais de 2 anos?

Anabela Delgado, Professora,
Coordenadora Inter-setorial do SPGL
Os professores são muitas vezes apontados como uma classe privilegiada por ter uma carreira assente apenas na “passagem do tempo de serviço”, esse tem sido aliás a justificação apresentada pelo governo para ter contado a totalidade do tempo “roubado” aos trabalhadores das carreiras gerais da função pública e recusar-se a fazê-lo a outros, entre os quais os professores! 


Os governos entre 2005 e 2017, com um pequeno interregno em 2009 e 2010, decidiram unilateralmente fazer de conta que os trabalhadores da função pública
não trabalhavam. Este governo continua a jogar o mesmo jogo com os professores - faz de conta que não trabalharam. Aliás, alguns trabalharam - estavam colocados nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores! 

Os do continente, esses, talvez tenham trabalhado uns 2 anos, 10 meses e qualquer coisa… mas como se recusam a admitir que isso é falso já que trabalharam os mesmos dias que os colegas dos Açores e da Madeira, por castigo - ainda que o governo tenha que voltar à mesa das negociações, na medida em que a Lei do Orçamento de Estado o impõe - o Primeiro Ministro afirmou à comunicação social que o OE é para aplicar até ao final do ano e ainda só estamos em janeiro. Será que António Costa está a admitir que não será governo após as eleições de outubro?!

Anabela Delgado

domingo, 31 de março de 2019

“UM SPGL AINDA MAIS FORTE CONTA COM OS PROFESSORES APOSENTADOS”


Bráulio Martins, professor aposentado,
atual vice-presidente da MAG
No Departamento de Professores e Educadores do SPGL (DA) temos tido, sempre, como principal objetivo, a ação reivindicativa. Temo-la definido em conjunto com todos os sindicatos da FENPROF, para além de termos representantes na União dos Sindicatos de Lisboa (USL), na Inter-reformados da CGTP-IN, e na comissão de aposentados da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública. Em conjunto com estas organizações ganhámos, perdemos e recuperámos direitos e concluímos que efetivamente A LUTA VALE SEMPRE A PENA.

Temos vindo a desenvolver este trabalho desde que os aposentados se organizaram, nos anos noventa, com o objetivo imediato de lutar pela atualização das pensões de aposentação de todos os docentes tendo em conta a aprovação do Estatuto da Carreira Docente em abril de 1990, uma luta ganha passados 10 anos! Comemorámos ao nível da FENPROF os 25 anos do 1º Congresso dos Aposentados, no passado dia 26 de novembro.

Começámos com uma centena de sócios. Quando passámos a DA tínhamos cerca de 700 e chegámos aos 2511 em 2014. Infelizmente a crise económica e social fez diminuir os sócios e hoje somos cerca de 2 262. 

Começámos como grupo de trabalho que depois passou a Departamento de acordo com os Estatutos do SPGL, assente em 4 Comissões Regionais - Oeste, Santarém, Setúbal e Lisboa - com o propósito de alcançarmos um maior envolvimento dos sócios, organizando e desenvolvendo atividades nas diversas regiões sindicais.

Paralelamente apostámos em frentes de trabalho como a informação, a formação e as ações sócio culturais. 

No âmbito da Informação temos procurado desenvolver ações que mantenham os sócios a par de todas as nossas atividades e reivindicações através do site do SPGL, do EI e da nossa página do facebook.

É principalmente nas ações sócio culturais que mais se sente a participação dos sócios aposentados. 

Realizámos ações diversificadas e avaliadas como bem conseguidas: visitas a exposições e monumentos, ida a teatros, passeios e excursões, apresentação de livros, debates, etc… que tiveram o reconhecimento comum de enriquecimento cultural dos participantes. Foram socialmente gratificantes, e, ao mesmo tempo, proveitosas como espaço de informação e debate sobre as questões e as matérias de natureza reivindicativa. Há sempre um “momento sindical”. 

A participação dos sócios e apresentação de novas propostas continuam a aumentar. 

Há, contudo, a necessidade de avaliarmos continuamente o trabalho, para conseguirmos, por exemplo, aumentar o número de sócios que, ao aposentarem-se assim permaneçam, de forma a melhorar a participação nas ações de luta.

É este o trabalho a que nos comprometemos dar continuidade. 

Bráulio Martins 

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sexta-feira, 29 de março de 2019

Apoio Um SPGL ainda mais FORTE

Everilde Pires, Professora aposentada,
Dirigente Sindical do SPGL
Desde o dia 2 de Maio de 1974 que apoiei a criação de um Sindicato de Professores - O S.P.G.L. - cujo objetivo era lutar pela melhoria das condições dos professores e do sistema de ensino que, até ali, fora sufocado por um regime que cerceava a nossa liberdade e reprimia  toda a criatividade e vontade de agir. Entre as alegrias e as esperanças que o 25 de Abril nos proporcionava  estava,  precisamente, a possibilidade de poder participar de forma ativa na construção de uma sociedade mais justa, mais esclarecida, mais interventiva, usando a nossa  condição de educadores, podendo colaborar, na transformação que se impunha, do sistema educativo.

E assim fui acompanhando o trabalho que cabia a uma Direção Sindical, a quem louvo a coragem e a determinação. Não  foi fácil lutar contra o status quo estabelecido e contra aqueles que se opunham à gestão democrática das escola, à democratização do ensino, à  criação de um estatuto do professor, à Lei de Bases do Sistema Educativo. E se menciono todas estas difíceis e morosas conquistas é precisamente porque elas se devem ao trabalho, à persistência, à luta do nosso Sindicato

Tendo integrado a Direção Regional de Santarém nos anos 80, posteriormente a Direção central, pude ver de perto e participar ativamente nos problemas de uma classe mal paga, sobrecarregada e a perder prestígio devido ao desrespeito manifesto de sucessivos ministérios (que não é preciso citar). E é por todas estas razões, com o sindicalismo como uma segunda pele, que tenho continuado  a dar-lhe a minha colaboração, sem peias nem medos.

A situação atual de incumprimento ao estabelecido no orçamento de 2019, entre outras arbitrariedades e vontades que tentam impor aos docentes e à escola Pública não podem passar. Por tudo isto me associo à luta da minha classe e do meu Sindicato, apoiando este projeto - UM SPGL AINDA MAIS FORTE.

Everilde Maria de Oliveira Pires

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quarta-feira, 27 de março de 2019

Combater a municipalização é combater assimetrias e discriminações

Albertina Pena
Temos de combater a municipalização sob pena de vermos as escolas sujeitas aos mandos e desmandos do caciquismo autoritário das autarquias e dos seus representantes. As escolas não podem ficar reféns de chantagens eleitoralistas nem de servilismos. 

A municipalização visa uma desresponsabilização do estado face ao sistema educativo. Não podemos compactuar com assimetrias nem com discriminações. As condições de aprendizagem não podem ficar dependentes da vontade das autarquias ou das ingerências empresariais das localidades que inventam projetos à la carte como forma de ganhar dinheiro da autarquia, e de criação de emprego precário, de amiguismos e como formação de mão de obra barata e especializada para as próprias empresas. O mundo dos projetos criados pelas autarquias que depois impõem às escolas é todo um novelo de interesses de agentes locais. 

As escolas continuarão sem condições para as aprendizagens e nada interessará se não se investir verdadeiramente nas escolas e na educação e enquanto os atos mediáticos de propaganda eleitoralista forem uma prioridade. 

A municipalização visa ainda uma maior precarização das pessoas trabalhadoras nas escolas, a permanente mobilidade de funções e a exigência de que estejam disponíveis para qualquer tipo de serviço, sob a permanente ameaça e chantagem do despedimento. Daí a contratação, pelo menor valor, de pessoas que possam assegurar tempo de permanência com as crianças. 

A desvalorização das funções docentes também será cada vez maior pela imposição de projetos das próprias autarquias e irá ter como consequência a desvalorização dos processos educativos. 

As parcerias com a comunidade educativa têm de constituir-se como espaços de negociação onde os vários intervenientes têm a mesma capacidade de intervenção e decisão. 

As autarquias não podem predominar nem mandar num sistema educativo onde o estado tem a responsabilidade de promover uma educação de qualidade, laica e democrática, sem discriminação, como está previsto na Constituição. 

Albertina Pena

#umspglaindamaisforte
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