segunda-feira, 13 de maio de 2019

Quanto vale a Lista S?

Estamos na recta final da campanha para as eleições no nosso Sindicato. E espero sinceramente que o projeto com que nos apresentamos - Um SPGL ainda mais Forte – seja vencedor. 

Almerinda Bento, Professora Aposentada
Sou professora aposentada, mas tal como se costuma dizer que “quando se é professor/a se é professor para o resto da vida”, a minha ligação ao SPGL manteve-se como necessidade de vínculo a uma associação a quem dediquei anos da minha intervenção e ligação sindical, como reconhecimento pelo combate por direitos de uma classe tão relevante como é a docente e como forma de resistência num contexto social em que o individualismo e o salve-se quem puder são as marcas dominantes. 

E estou nesta Lista S, porquê? Porque é Séria. Porque é Sólida. Porque tem um conjunto de homens e mulheres que têm sido referências Sindicais na vida de muitos professores ao longo de décadas e que têm acompanhado lutas memoráveis e duras dos tempos de Sotto Mayor Cardia, de Manuela Ferreira Leite, de Maria de Lurdes Rodrigues, de Nuno Crato e do atual Ministro da Educação. Não apenas aqueles e aquelas que vemos nos telejornais porque acompanham as negociações mais difíceis com o poder, mas aqueles e aquelas que estão nas escolas, que vão às escolas, que informam, que esclarecem, que mobilizam, que aceitam críticas… aqueles e aquelas que não sendo mediáticos, são conhecidos/as nas escolas pelos colegas. É o caso do José Costa, candidato a presidente pela Lista S, professor na EB do 2º e 3º Ciclos José Afonso em Alhos Vedros, membro da atual direção, do Conselho Nacional da FENPROF e da União de Sindicatos de Setúbal da CGTP-Intersindical. Ele é uma excelente escolha para liderar uma grande equipa que quer ser ainda mais forte e que é constituída na sua grande maioria por docentes sindicalistas da actual Direcção do SPGL. São experientes, conhecedores, são Sindicato. 

A presença de jovens sindicalistas nesta equipa experiente é um motivo de satisfação e de certeza de que o testemunho de um Sindicato com 45 anos está a ser passado. Os professores sabem que a luta que travam pela escola pública e pelos seus direitos é dura, demorada e complexa e que para tal precisam ter a seu lado pessoas credíveis, lutadoras, determinadas, de confiança. 

Dia 16 de Maio vamos votar Lista S – Um SPGL ainda mais Forte! 

Almerinda Bento 

Professora aposentada 

Sócia 27247

domingo, 12 de maio de 2019

SPGL: UM SINDICATO PRESENTE COM APOSTA NO FUTURO

António Avelãs, Presidente do SPGL entre 2006 e 2015
Sócio n.º 920
Fui presidente do SPGL entre 2006 e 2015. Na atual direção exerço as funções de coordenador do setor de informação. Desde a fundação do SPGL fui delegado sindical nas escolas onde fui colocado e, mais tarde, membro da direção com António Teodoro e vice-presidente com Paulo Sucena. Orgulho-me, pois, de ter contribuído, com um larguíssimo número de professores de diversas tendências políticas e sindicais, para construir o que é hoje o SPGL 

Construímos um SPGL que faz da sua efetiva ligação às escolas e aos professores a razão da sua força. Ligação efetiva porque sustentada no facto de os seus dirigentes -todos- se manterem com funções letivas nas escolas a que pertencem, situação única no universo dos sindicatos de docentes. Os professores conhecem-nos! 

Construímos um SPGL que inspira confiança aos seus sócios pela elevada qualificação dos serviços de apoio aos sócios e contencioso. 

Construímos um SPGL que proporciona aos sócios e aos professores informação objetiva, em tempo útil. 

Construímos um SPGL capaz de mobilizar massivamente os professores para as lutas em defesa da profissão docente, da qualidade da escola pública e pela construção de uma sociedade mais justa, mais igual, mais solidária. 

Construímos um SPGL capaz de defender os direitos dos docentes das escolas particulares e cooperativas, tornando-se de facto o sindicato “de referência” neste setor - com real implantação entre estes docentes. 

Construímos um SPGL capaz de intervir eficazmente na discussão das matérias pedagógicas necessárias a um ensino de qualidade para todos; um SPGL que aposta na escola pública, divulgando através dos seus meios de informação o que de muito bom se faz nas nossas escolas com a dedicação e profissionalismo de professores e educadores. 

Construímos um SPGL aberto à cultura, com a excelente oferta no campo das artes proporcionado pelo Espaço António Borges Coelho (ESPAÇO ABC) 

Construímos um SPGL que proporciona aos sócios aposentados atividades dinâmicas, ricas e integradores que lhes permitem um envelhecimento ativo. 

Construímos um SPGL aberto à sociedade, apoiando grupos e movimentos de índole diversa orientados pelo combate às injustiças sociais, particularmente a precariedade laboral, pelo combate à degradação climática, pelo apoio a refugiados e migrantes, etc. 

Construímos um SPGL socialmente respeitado. 

Construímos um SPGL profundamente democrático no seu funcionamento. 

É este SPGL que a LISTA S quer continuar, aperfeiçoar e melhorar. 

Por isso, voto convictamente na LISTA S: por Um SPGL AINDA MAIS FORTE 

António Avelãs, sócio 920.

#UMSPGLAINDAMAISFORTE
@UMSPGLAINDAMAISFORTE

sexta-feira, 10 de maio de 2019

O MEU APOIO À LISTA S - Paulo Sucena

Paulo Sucena

Aos camaradas da Lista S transmito o meu total apoio. Lista S de sindicato. De SPGL. De sindicalismo determinado e firme. É um apoio nascido da solidariedade que aqui manifesto a uma equipa, a que me honro pertencer, cujos membros foram decisivos para que o SPGL prosseguisse um caminho de engrandecimento do sindicalismo de que é um inquestionável pilar, com características únicas em muitos aspetos.

E não quero acrescentar mais nada, porque a forma superior como cada um de vós, em diferentes circunstâncias, contribuiu para o desenvolvimento de um sindicalismo democraticamente combativo e consequente dispensa a retórica de frases feitas que, de tão repetidas por toda a gente, foram perdendo sentido ao longo do tempo.

Voto Lista S com a satisfação de quem sabe que não está a votar numa equipa movida por ocultas ambições pessoais, mas sim em futuros dirigentes capazes de sagazmente lutarem por um ensino de qualidade, ministrado, numa escola que queremos democrática, por educadores e professores cujos direitos e cuja revalorização profissional e prestígio social serão objetivos sacramentais da ação da Lista S quando os seus elementos forem eleitos para os Corpos Gerentes do nosso Sindicato.

Respeito todos os candidatos, mas para mim votar Lista S é votar no SPGL a que dediquei muitos anos de trabalho.

VOTE LISTA S

Paulo Sucena

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Sindicalismo nem partidário nem populista

Francisco Martins da Silva
Os partidos políticos são essenciais em democracia. São a matriz dos governos democráticos. Induzir a contínua adequação dessa matriz aos interesses dos trabalhadores é a missão dos sindicatos. Só os sindicatos conseguem obter dos governos melhorias das condições de vida das classes trabalhadoras porque são as únicas organizações que fazem a mediação governo-trabalhador, sem a qual a conquista de direitos é inviável. Nenhum governo o faz espontaneamente. Espontaneamente, os governos apenas cortam salários e retiram direitos. 

Para que a mediação governo-trabalhador tenha a plena confiança das classes trabalhadoras e seja eficaz, a actividade sindical tem de ser apartidária. 

Um sindicato não tem como missão fazer oposição a este ou àquele governo, aliando-se a partidos políticos. A missão sindical é tão só contrariar políticas que sejam lesivas dos interesses do respectivo sector profissional, venham de que governo vierem. 

O sindicalismo tutelado por partidos sempre foi uma péssima ideia. Hoje, tal sindicalismo está fora de tempo. Os sindicatos, sobretudo na Europa, estão em queda no que respeita à sua representatividade, muito por causa da percepção da sua filiação partidária. Em Portugal, a percentagem de sindicalizados caiu de cerca de 60% em 1979 para menos de 10% em 2019. 

Por causa da corrupção, há nas sociedades actuais uma pulsão anti-sistema que faz dos termos “política” e “políticos” autênticos palavrões obscenos. Neste contexto, os sindicatos — e as suas federações — só têm vantagem em afastarem-se dos partidos. E esse será o primeiro passo para reverter a queda da sindicalização — a par de maior atenção aos trabalhadores precários, de melhor oferta de serviços complementares no âmbito da protecção na saúde, no desemprego ou na velhice, e da coordenação com as comissões de trabalhadores. 

Por outro lado, um sindicalismo situacional, populista, que baseie os processos de reivindicação laboral na desconfiança relativamente à democracia e aos modelos sindicais institucionalizados — como é o traço identitário dos novos sindicatos anti-sistema —, afasta-se dos princípios da solidariedade laboral, que sempre conferiram unidade às lutas das diferentes profissões e que dão sentido ao movimento sindical. Este sindicalismo exclusivo tende a colocar os processos reivindicativos fora da regulação democrática dos conflitos laborais e, acima de tudo, opõe os sectores profissionais que representa à restante sociedade, negando assim a sua utilidade na prossecução do bem comum. A menos que os sindicatos tradicionais, apartidários, recuperem o espaço perdido, este sindicalismo populista, de aparente eficácia no imediato, prejudicará mortalmente o movimento sindical no futuro. 

Por UM SPGL AINDA MAIS FORTE! 
Francisco Martins da Silva

O autor escreve de acordo com a anterior grafia

terça-feira, 7 de maio de 2019

Eleição para os Corpos Gerentes do SPGL em 16 de maio: MESMO EM CAMPANHA ELEITORAL NÃO VALE TUDO

Anabela Delgado - Membro da atual Direção,
responsável pelo serviço de Apoio a Sócios.
Membro do Secretariado Nacional da FENPROF

Estamos em pleno período de campanha eleitoral para eleger os corpos gerentes para o próximo mandato ao qual se apresentam três listas (duas candidatas a todos os órgãos - A e S - e a lista C, candidata apenas a alguns). Havendo várias listas seria normal e salutar que em período de campanha eleitoral se estivessem a discutir programas e estratégias para resolver os graves problemas que afetam a classe docente, isto é, as estratégias para defender a profissão e a escola.

Das duas listas que concorrem a todos os órgãos do SPGL a lista A e a lista S, a atual lista A (“herdeira” das mais recentes listas B e lista V), assume, quer no programa quer no discurso de concorrentes e apoiantes, rutura com a atual Direção, identificando-a com a lista S.

Ao insistir em apresentar-se como lista A, tradicionalmente simbolizando uma lista de continuidade, a atual lista A (“herdeira” das mais recentes listas B e lista V), que se pretende de rutura com a atual direção, tenta confundir sócios menos atentos. Mas de facto o projeto de unidade, respeito pela diversidade, continuador do trabalho desenvolvido pela atual direção, é apenas defendido pela LISTA S - UM SPGL AINDA MAIS FORTE – em quem os sócios têm confiado o seu voto.


Infelizmente não é o debate do programa e projetos das listas candidatas que está em curso. A lista A (“herdeira” das mais recentes listas B e lista V) procura fazer passar a ideia de que a Direção (que identificam, e bem, com a lista S) à qual alguns ainda formalmente pertencem, deixou diminuir drasticamente o número de associados, o que é mentira, pois apesar da visível diminuição do número de professores no sistema e das dificuldades várias com que a ação sindical está confrontada, este sindicato terá eventualmente sido dos poucos que se pode orgulhar de, ainda assim, registar um aumento líquido de sócios!

Acusam ainda a atual Direção de não ser combativa – esta é uma acusação que devia envergonhar quem a faz pois constitui um insulto aos professores, sócios e não sócios mobilizados nas escolas por dirigentes e delegados sindicais do SPGL que têm aderido às várias lutas protagonizadas pelo movimento sindical docente!

Nenhuma direção sindical consegue mobilizar o corpo profissional que representa sem trabalho de informação, debate e esclarecimento nos locais de trabalho - a LISTA S, reconhece e saúda o enorme esforço que a classe docente tem feito na adesão informada à luta pelos seus direitos!
Os sócios deste grande sindicato - o SPGL – esperam que esse trabalho continue e se reforce! A lista S compromete-se a fazê-lo.

Não basta proclamar, em tempo de eleições, o reforço da presença do sindicato nas escolas ou a promoção do trabalho dos núcleos sindicais e respetivos delegados; é preciso, no dia-a-dia (mesmo sem eleições à vista), propormo-nos trabalhar com todos nas escolas, assumir a organização do sindicato em cada escola e estar disponível para ser delegado sindical e, nessa qualidade, ser o primeiro a dar a cara quando surgem os problemas, a começar, nas escolas onde trabalhamos!

O SPGL afirmou-se e continuará a afirmar-se com homens e mulheres que vivem o quotidiano da profissão, que estudam e debatem as questões, que procuram apoiar os sócios com informações corretas e seguras, que dão a cara pelas causas em que acreditam, que se esforçam por mobilizar a classe para intervir no debate, na ação e na luta sempre que é necessário.

Nunca os professores e educadores da área do SPGL ficaram à margem das lutas desencadeadas ao longo dos anos, antes, a sua intervenção foi sempre determinante e eu tenho orgulho de ter participado nesses combates como professora, como delegada sindical e como dirigente sindical, sem nunca ter deixado de ser professora com horário letivo na escola!

É este o sindicalismo em que acredito e por isso integro a LISTA S – UM SPGL AINDA MAIS FORTE.


Anabela Delgado – membro da atual Direção, responsável pelo serviço de Apoio a Sócios. Membro do Secretariado Nacional da FENPROF.

domingo, 5 de maio de 2019

Foram 45 anos de dignidade e de ação deste grande Sindicato

Augusto Pascoal
Foi uma noite de quinta-feira memorável, a de 2 de maio de 1974, desde logo na minha Escola, onde supostamente teria lugar a Assembleia Geral, no ginásio da Manuel da Maia. Cedo percebemos que aquela sala enorme era minúscula para acolher os milhares de Professores que chegavam. Feitos alguns contactos, conseguiu-se a disponibilidade do então Pavilhão dos Desportos, no Parque Eduardo VII, para onde nos deslocámos como pudemos. A Assembleia Geral, convocada sobretudo por Colegas dos "Grupos de Estudo" que constituiu o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa e do Sul, mais tarde SPGL, depois de, em Beja passarem a existir o SPGL e o SPZS, começou por volta da uma da manhã do dia seguinte, Presidida pelo Professor Lindley Cintra.

Nessa noite começou a vida do nosso fantástico, plural e abrangente Sindicato, que ontem completou 45 anos. Antes de termos criado a FENPROF, no dia 27 de abril de 1983, foi o SPGL que assumiu a defesa da Escola Pública e dos Professores, protagonizando a luta intransigente pela defesa da Gestão Democrática e a dignidade da profissão docente. Foi assim que no dia 2 de fevereiro de 1978, convocou, sozinho, a primeira greve de Professores contra as medidas que o Ministério de Soutto Mayor Cardia se preparava para desencadear. Esta primeira greve de toda a Função Pública, com uma adesão superior a 85%, foi uma manifestação da força e da expressão do SPGL junto da classe, conhecido, a nível nacional, como O Sindicato dos Professores.


Foram 45 anos de dignidade e de ação deste grande Sindicato, que agora a Lista S se propõe continuar.


Desejo que nos próximos anos sejamos os Corpos Gerentes do SPGL.


Augusto Pascoal

sábado, 4 de maio de 2019

Isto dos professores já chateia

Maria Eduarda Gordino
Professora do 1.º Ciclo do Ensino Básico

-Isto dos professores já chateia! Querem tudo e mais alguma coisa! – Em voz bem alta a senhora olhou em redor certificando-se que todos no café a tinham ouvido. 

Ao balcão o homem de bigode sorriu e concordou com ar de enfado. No canto escuro um jovem soltou um “ya” sem tirar os olhos do telemóvel. 

Eu bebi os dois últimos goles do café queimado, pousei a chávena e senti-me muito sozinha. Estava só a professora num café cheio de gente. 

Percebi que têm de ser os professores a unir-se nas suas causas, nas suas lutas pois nem sempre quem está fora percebe o que a escola pública perdeu. É necessário que os professores deste país formem coletivos de luta pelos direitos de toda uma classe que já há muito tempo tem vindo a perder a motivação pela ação medidas que têm atacado diretamente a Educação no nosso país e, consequentemente, a vida dos professores. Os sindicatos são um coletivo de força, de apoio e de luta unida e são a resposta para a mudança e transformação da educação em Portugal. 

Apoiando a LISTA S sei com o que posso contar pois dela fazem parte profissionais e colegas que em muitos momentos cruciais mostraram que baixar os braços não é prática. 

Encontro na LISTA S colegas que muito se têm debatido pela contagem do tempo de serviço (9A 4M 2D), que lutam por uma gestão democrática nas escolas, que fazem frente à Municipalização, que lutaram pela vinculação dos colegas contratados, que lutam por horários dignos nas escolas, e tantas, tantas outras lutas de extrema importância e que veiculam a ideologia democrática e de justiça nas escolas. Sei que estão ao serviço dos professores. Dos colegas. 

A LISTA S encontra em mim um voto. O voto de quem tem ainda muito que trabalhar e lutar por melhores condições. Lutar sempre em coletivo pois lá diz a canção que “o povo é quem mais ordena.” Sendo assim, voto S. 

Volto ao balcão para pagar o café e estendo uma nota pequena. 

-Tenho de lhe dar troco, não é? Deixe-me cá ver quanto…”- disse baixinho a senhora do café. 

-Sim. São 9 anos, 4 meses e 2 dias. Bom dia

Recebi o troco, sorri e saí.

Maria Eduarda Gordino